Como as seguradoras descobrem fraudes com ajuda da tecnologia
Hoje em dia, quando um cliente faz uma reclamação, a seguradora não depende mais apenas de investigações demoradas. Com o uso do big data, as empresas conseguem cruzar uma grande quantidade de informações em poucos segundos, identificando padrões que antes passariam despercebidos.
Elas analisam dados como histórico de sinistros, comportamento nas redes sociais e hábitos de consumo. Isso ajuda a identificar se aquele segurado já se envolveu em situações semelhantes no passado ou se há indícios de comportamento recorrente que levante suspeitas. Por exemplo, alguém que registra sinistros com muita frequência ou em circunstâncias sempre parecidas pode chamar a atenção do sistema.
Além disso, as seguradoras usam algoritmos para detectar inconsistências nos relatos. Um carro supostamente danificado por granizo, mas que aparece em fotos nas redes sociais sem avarias, pode ser um sinal de alerta. Da mesma forma, padrões de linguagem em descrições de acidentes podem ser comparados com casos anteriores já comprovados como fraudulentos.
Essa tecnologia não elimina o trabalho humano, mas torna o processo muito mais eficiente. Afinal, ninguém quer pagar mais caro por causa de quem tenta burlar o sistema. O uso inteligente dos dados ajuda a manter o seguro mais justo para quem age com honestidade.
Segundo especialistas, essa prática já é comum em grandes seguradoras desde, pelo menos, 2014 — e só vem se aprimorando com o tempo. O resultado? Menos fraudes, menos prejuízos e, no fim das contas, um serviço mais confiável para todos.
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