Como é feito o diagnóstico do linfoma?
Desconfiar de linfoma nem sempre é fácil, pois os primeiros sinais — como inchaço nos gânglios, febre persistente, suor noturno e perda de peso — podem lembrar outras doenças menos graves. Por isso, quando esses sintomas duram por semanas sem explicação, é essencial procurar um médico.
Para descartar ou confirmar o linfoma, o primeiro passo costuma ser um hemograma completo. Esse exame de sangue mostra a quantidade de diferentes tipos de células, como glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Alterações nesses valores podem indicar inflamação, infecção ou algo mais sério, como um problema no sistema linfático.
No entanto, o hemograma sozinho não basta para diagnosticar o linfoma. Se o médico desconfiar da doença com base nos sintomas e no exame clínico, ele normalmente solicitará uma biópsia do linfonodo aumentado — ou seja, a retirada de uma pequena parte do gânglio para análise laboratorial. É esse procedimento que confirma, de fato, se há linfoma e de qual tipo se trata.
Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura, principalmente no linfoma de Hodgkin, que tem altas taxas de sucesso quando tratado a tempo. Por isso, nunca ignore sinais incomuns que persistem por mais de duas semanas. Quanto antes for investigado, mais rápido e eficaz será o tratamento.
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