Como é Feito o Teste para Candidíase?
Descobrir se há presença de Candida, especialmente em casos suspeitos de infecção por Candida auris, começa com um procedimento simples, mas estratégico. O método mais indicado envolve a coleta de amostras por meio de swab — um cotonete esterilizado — em regiões onde o fungo costuma se instalar com mais frequência.
De acordo com orientações médicas e protocolos laboratoriais, como os do laboratório Fleury, o ideal é fazer o raspado da região axilar bilateral (em ambos os lados) juntamente com o raspado da região inguinal bilateral. Essas áreas são consideradas os principais sítios de colonização da Candida auris, especialmente em pacientes hospitalizados ou com maior risco de infecção.
Por que combinar os dois sítios? Porque a coleta combinada aumenta a sensibilidade do exame — ou seja, há mais chances de detectar o fungo, mesmo quando presente em quantidades pequenas. O material coletado é então analisado por técnicas como a RT-PCR, uma metodologia precisa e rápida que identifica o DNA do fungo.
Esse tipo de teste é especialmente importante em ambientes hospitalares, onde a C. auris pode causar infecções graves e tem mostrado resistência a medicamentos antifúngicos comuns. A detecção precoce ajuda a evitar surtos e a proteger outros pacientes.
Se o médico suspeitar de candidíase invasiva ou colonização, seguir esse protocolo de coleta é um passo crucial. O diagnóstico correto começa com a amostra certa, no lugar certo.
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