O Croissant e a sua Jornada até à França

Quando pensamos em França, poucas coisas simbolizam melhor o seu charme do que um croissant quente, estaladiço, servido com um café. Mas, talvez surpreendentemente, o croissant não nasceu nas ruas de Paris. A sua origem remonta à Áustria, onde um pão em forma crescente — o Kipferl — já era feito há séculos, especialmente em Viena.

Conta-se que o formato em meia-lua celebra uma vitória sobre as forças otomanas em 1683. Com o tempo, receitas e sabores foram cruzando fronteiras. Foi assim que o Kipfer, por volta do século XIX.

No entanto, o croissant tal como o conhecemos hoje — com a sua massa folhada, leve e dourada — só surgiu cerca de 1920, graças à criatividade dos padeiros parisienses. Inspirados pela técnica da manteiga laminada usada nas vienneses, aperfeiçoaram a receita, transformando-a numa iguaria única. A introdução da massa folhada foi o toque final que conquistou o paladar mundial.

Hoje, o croissant é um ícone da pastelaria francesa, servido em esquinas de bairros e cafés charmosos de ponta a ponta do país. E ainda que a sua origem não seja francesa, foi em solo gaulês que encontrou a sua forma perfeita. Um verdadeiro triunfo da gastronomia feito com paciência, manteiga e um toque de história.

Do Kipferl vienense ao croissant parisiense, uma jornada de séculos que acabou por conquistar o mundo — um pequeno-almoço de cada vez.

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