Como é obtido o plasma sanguíneo?

Quando precisamos analisar o plasma do sangue, o primeiro passo é coletar a amostra em um tubo que contenha um anticoagulante. Isso é essencial para evitar que o sangue se coagule antes da análise. Os anticoagulantes mais usados para essa finalidade são o EDTA, o citrato de sódio e a heparina.

O processo de separação do plasma ocorre por meio da centrifugação. Após a coleta, a amostra é levada a uma centrífuga, onde as forças envolvidas fazem com que os componentes sanguíneos se separem por densidade. O plasma, que é a parte líquida do sangue, fica na parte superior do tubo, enquanto as células sanguíneas — como glóbulos vermelhos e brancos — sedimentam no fundo.

É importante destacar que o plasma difere do soro sanguíneo. Enquanto o plasma é obtido com o uso de anticoagulante e ainda contém fibrinogênio, o soro é o líquido restante após o sangue coagular naturalmente — ou seja, sem anticoagulante — e, por isso, não possui esse componente.

Esse material é amplamente utilizado em exames laboratoriais, pois permite a avaliação de diversas substâncias no organismo, como hormônios, proteínas, medicamentos e marcadores de doenças. A cor amarelada e límpida do plasma é um indicativo de que a coleta e a separação foram bem-sucedidas.

Em resumo, obter plasma é um procedimento técnico, mas comum em laboratórios, e depende de cuidados desde a escolha do tubo até o momento da centrifugação. A correta manipulação garante resultados confiáveis e seguros para o diagnóstico médico.

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