Quando a Rússia deixou de ser comunista?

A União Soviética, que reunia a Rússia e outras repúblicas, oficialmente deixou de existir em 25 de dezembro de 1991, quando Mikhail Gorbachev anunciou sua renúncia como presidente do país. Esse momento marcou o fim do regime comunista que vigorava desde a Revolução Russa de 1917.

O colapso não aconteceu de repente. Durante os anos 1980, Gorbachev introduziu reformas como a perestroika (reestruturação econômica) e a glasnost (abertura política), na tentativa de modernizar o sistema. No entanto, essas mudanças acabaram acelerando o descontentamento interno e o enfraquecimento do Partido Comunista.

Um momento decisivo foi o fracassado golpe de Estado em agosto de 1991, quando líderes conservadores tentaram derrubar Gorbachev para frear as reformas. O golpe falhou, mas expôs a fragilidade do regime. Nos meses seguintes, as repúblicas soviéticas declararam independência uma a uma, e a Rússia, liderada por Boris Yeltsin, assumiu um papel central na dissolução da União.

No dia 25 de dezembro de 1991, Gorbachev entregou o poder e a bandeira vermelha com a foice e o martelo foi baixada do Kremlin. Três dias depois, o Conselho Supremo da URSS declarou o fim oficial do país. Assim, numa data simbólica — Natal —, a União Soviética desapareceu do mapa, dando lugar a uma Rússia pós-comunista e a novos Estados independentes.

A transição não foi fácil: a década de 1990 trouxe instabilidade econômica, conflitos regionais e uma profunda reorganização social. Mas o fim do comunismo na Rússia marcou o encerramento de uma era que moldou grande parte da história do século XX.

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