Como nos referimos às pessoas com deficiência na escola?

É comum ouvir expressões como “aluno especial” ou “pessoa portadora de necessidades especiais”, mas será que esses termos são os mais adequados? A resposta é não. No Brasil, a forma correta e respeitosa de se referir a essas pessoas está clara na legislação, especialmente no Decreto 5.296/2004, que orienta o uso da linguagem inclusiva e digna.

Segundo as diretrizes da Secretaria de Educação de São Paulo e outras políticas públicas, devemos dizer simplesmente pessoa com deficiência. Esse termo valoriza a identidade da pessoa antes da condição, reforçando que ela é, acima de tudo, um sujeito de direitos.

Expressões como “deficiente”, “portador de deficiência” ou “aluno especial” estão ultrapassadas e podem carregar um viés pejorativo, mesmo que inconsciente. O mesmo vale para “necessidades especiais”, que soa genérico e muitas vezes exclui quem deveria ser incluído. A linguagem precisa caminhar junto com a inclusão.

Na sala de aula, por exemplo, o professor não deve destacar um estudante dizendo “meu aluno especial”, mas sim reconhecer cada um por seu nome e respeitar suas particularidades. A educação inclusiva não é sobre colocar rótulos, mas sobre garantir acesso, participação e aprendizagem para todos.

Usar as palavras certas faz parte de uma mudança maior: a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. Por isso, cada termo escolhido conta. Dizer “pessoa com deficiência” não é apenas seguir a lei — é exercitar o respeito no dia a dia.

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