É possível criar um átomo?

A resposta curta é não a partir do nada. Tudo o que existe no universo hoje, desde a água que bebemos até as estrelas mais distantes, é fruto de partículas criadas há bilhões de anos, logo após o Big Bang. Naquele momento inicial, a energia intensa se transformou nas primeiras partículas subatômicas, que depois se uniram para formar os primeiros átomos de hidrogênio e hélio.

Por outro lado, se a pergunta for sobre transformar ou reorganizar o que já existe, a resposta muda. A própria natureza faz isso o tempo todo. No coração das estrelas, ocorre a fusão nuclear, um processo esmagador que junta átomos leves para criar elementos mais pesados, como o carbono e o ferro. É por isso que cientistas costumam dizer que somos todos poeira de estrelas.

Em laboratórios terrestres, a humanidade também aprendeu a manipular essa mecânica. Através de aceleradores de partículas, físicos conseguem colidir núcleos atômicos em altíssima velocidade para sintetizar novos elementos. Foi assim que a tabela periódica ganhou seus elementos mais pesados e instáveis, como o Oganésson. Porém, esses átomos artificiais duram apenas frações de segundo antes de se desintegrarem.

Portanto, embora os cientistas consigam fabricar elementos inéditos em laboratório juntando pedaços de matéria já existentes, a criação original de um átomo a partir do zero absoluto permanece como um evento exclusivo dos primórdios do universo.

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