O que acontece quando os linfonodos são retirados?

Quando os linfonodos são removidos, especialmente durante tratamentos como a cirurgia para câncer de mama, o corpo pode sofrer algumas mudanças importantes. Esses pequenos órgãos, distribuídos por todo o corpo, fazem parte do sistema imunológico e ajudam a drenar o excesso de líquido dos tecidos, devolvendo-o à corrente sanguínea.

No caso da retirada dos linfonodos na axila, comum em procedimentos como a biópsia do linfonodo sentinela, a drenagem linfática pode ser comprometida. Isso porque os canais que transportam o líquido linfático podem ficar bloqueados ou danificados, o que impede o escoamento adequado.

Como resultado, pode ocorrer um acúmulo de líquido no braço do lado operado, levando a um inchaço conhecido como linfedema. Esse quadro nem sempre aparece imediatamente — às vezes se desenvolve meses ou até anos após a cirurgia. Por isso, é essencial que pacientes que passaram por esse tipo de procedimento fiquem atentas a sinais como peso no braço, sensação de aperto ou aumento no volume da região.

Apesar do risco, muitas mulheres seguem com qualidade de vida excelente após a cirurgia, especialmente quando adotam cuidados como exercícios físicos orientados, cuidados com a pele e acompanhamento regular com profissionais de saúde. Fisioterapia especializada também pode ajudar muito no controle e prevenção do linfedema.

Embora a remoção dos linfonodos seja um passo importante para avaliar e conter a disseminação do câncer, entender seus efeitos ajuda a enfrentar o tratamento com mais tranquilidade e preparo.

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