O que acontece ao remover um linfonodo?

Retirar um linfonodo, especialmente durante tratamentos como os relacionados ao câncer de mama, é um procedimento comum, mas que pode trazer algumas consequências. A biópsia do linfonodo sentinela, por exemplo, é feita para verificar se as células cancerosas se espalharam além do tumor original. Embora seja uma cirurgia relativamente segura, como qualquer intervenção, ela pode causar efeitos colaterais.

É normal sentir dor ou desconforto no local da cirurgia nos primeiros dias. Além disso, o inchaço — especialmente no braço, quando os linfonodos abaixo do braço são removidos — é um dos riscos mais conhecidos. Esse inchaço pode ser sinal de linfedema, uma condição em que o líquido linfático não drena corretamente devido à interrupção do sistema linfático.

Outros riscos incluem sangramento, formação de coágulos e infecção no local da incisão. Por isso, o acompanhamento médico pós-operatório é essencial. Algumas pessoas também relatam sensibilidade ou formigamento na região afetada, o que geralmente melhora com o tempo, mas pode durar meses em alguns casos.

Apesar dos riscos, a remoção de linfonodos pode ser crucial para definir o estágio do câncer e orientar o tratamento adequado. Os médicos avaliam cuidadosamente o benefício da cirurgia em relação ao impacto potencial no organismo.

O importante é estar bem informado, discutir dúvidas com o oncologista ou cirurgião e seguir todas as orientações para cuidados após a operação. Assim, os riscos podem ser minimizados e a recuperação, mais tranquila.

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