Mãe de Larissa Manoela é indiciada por racismo religioso

Um caso que mistura fama, fé e preconceito ganhou as manchetes nesta semana após a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciar Silvana de Jesus Taques Elias dos Santos, mãe da atriz Larissa Manoela, por racismo religioso. O motivo? Mensagens trocadas entre ela e a filha, nas quais Silvana se refere à família do genro, o ator André Luiz Frambach, com termos pejorativos.

André, conhecido por seu papel em novelas da Globo, é espírita kardecista — uma religião que faz parte da vida espiritual de muitas famílias no Brasil. Nas conversas reveladas, Silvana teria chamado os familiares dele de “macumbeiros”, uma palavra carregada de estereótipos e historicamente usada para marginalizar práticas religiosas afro-brasileiras ou espiritualistas.

O uso do termo “macumba” como ofensa é considerado crime no Brasil, especialmente quando ataca alguém por sua crença. A acusação contra Silvana se baseia justamente nisso: promover discriminação religiosa, o que configura racismo, já que muitas tradições afro-brasileiras são alvos históricos de violência simbólica e social.

O caso reacende o debate sobre intolerância, mesmo entre famílias de celebridades. Larissa Manoela e André estão casados desde 2023, e a tensão familiar, até então mantida nos bastidores, veio à tona com as investigações. A atriz, conhecida por seu carisma e trajetória desde a infância na TV, ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.

Enquanto isso, a Justiça segue seu curso. O indiciamento de Silvana mostra que palavras têm consequência**, especialmente quando atingem o direito fundamental de praticar uma religião sem medo de julgamento ou ódio.

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