O que aconteceu com o corpo e a cruz de Jesus?

Após a morte de Jesus na cruz, segundo os relatos dos Evangelhos, seu corpo foi cuidadosamente envolvido em panos e colocado em um túmulo de pedra pertencente a José de Arimatéia, um discípulo secreto. Esse túmulo ficava num jardim próximo ao local da crucificação, conhecido como Gólgota, dentro da área que hoje corresponde à Cidade Velha de Jerusalém. Três dias depois, segundo a fé cristã, o túmulo foi encontrado vazio – o que marca a Ressurreição, evento central da crença em Jesus como o Filho de Deus.

Já em relação à cruz, o cenário é diferente. Durante quase 300 anos após a morte de Jesus, os textos cristãos não mencionam o que aconteceu com o madeiro usado na crucificação. Apenas no século IV, com a ascensão do imperador romano Constantino ao cristianismo, é que surgem histórias sobre a descoberta da cruz. Segundo a tradição, sua mãe, a imperatriz Helena, teria viajado a Jerusalém e encontrado a cruz verdadeira entre várias outras, graças a um milagre – quando teria curado uma mulher doente ao tocá-la.

Parte desse que seria o madeiro da crucificação é hoje guardada na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, embora fragmentos menores estejam espalhados por igrejas ao redor do mundo. Mesmo sem comprovação histórica definitiva, a cruz se tornou um dos símbolos mais poderosos da fé cristã. Enquanto o corpo de Jesus, segundo a crença, ascendeu aos céus, a cruz permaneceu na terra – não como instrumento de morte, mas como sinal de salvação.

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