O que significa “Dai a César o que é de César”?
Naquele tempo, os fariseus e os herodianos tentavam pegar Jesus em falha, por isso lhe fizeram uma pergunta cheia de armadilhas: era certo pagar impostos a César, o imperador romano, ou não? Eles queriam vê-lo em apuros — se dissesse “não”, poderia ser acusado de rebelião; se dissesse “sim”, perderia o povo, que sofria com a opressão romana.
Foi então que Jesus, com sabedoria singular, pediu uma moeda e perguntou de quem era a imagem e a inscrição. Ao responderem “De César”, Ele declarou: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22,21). Uma frase curta, mas profunda, que ecoa até hoje.
Na prática, Jesus não estava apenas falando sobre impostos. Ele estava mostrando um equilíbrio essencial: o respeito pelas obrigações terrenas — como o cumprimento das leis civis — sem esquecer a lealdade maior, que é a Deus. A moeda trazia a imagem de César; o ser humano, por sua vez, traz a imagem de Deus (Gênesis 1,27). Por isso, ao Estado damos o que lhe pertence — como o pagamento justo de tributos —, mas a Deus damos o nosso coração, nossa vida, nossa adoração.
Essa palavra continua atual. Vivemos em sociedades onde a esfera pública e a fé muitas vezes parecem em conflito. Mas Jesus não separa radicalmente os dois reinos — ele os distingue. O cristão tem um dever com a sociedade e um compromisso eterno com o Criador. E, no meio do caminho, precisa saber discernir o que pertence a quem.
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