O Que Não Devemos Pedir a Deus em Oração
Quando rezamos, falamos com Deus de coração aberto, pedindo força, perdão, cura e orientação. Mas é importante refletir: nem tudo deve ser colocado diante d'Ele. A oração é um encontro de amor, não uma lista de desejos egoístas.
Deus não espera que peçamos o que afasta da salvação — como o mal contra outro, vingança ou riquezas desmedidas. Se desejamos coisas que ferem o próximo ou nos afastam do bem, estamos orando com o coração em desalinho. A oração verdadeira busca, antes de tudo, a vontade de Deus, não a nossa vontade a qualquer custo.
Não devemos pedir para vencer a todo preço, para sermos superiores ou para escapar das consequências dos nossos erros. Tampouco faz sentido pedir sinais para forçar a fé ou pedir milagres para exibir poder. Isso não é oração — é barganha.
Jesus, no Getêmani, orou dizendo: “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22,42). Esse é o exemplo: entregar o desejo, mas colocar Deus no centro.
Devemos pedir o que ajuda a crescer na graça: coragem para enfrentar o sofrimento, paciência no luto, misericórdia para perdoar. Devemos orar também pelo próximo: pela conversão dos corações, pelo fim do ódio, pela paz. Isso é oração viva — aquilo que é lícito desejar para alcançar a salvação, nossa e dos outros.
Em resumo: peçamos o que salva. O resto, deixemos com Deus.
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