O que evitar na ressaca: o perigo da automedicação

Acordar com dor de cabeça, náusea e tontura depois de uma noite de bebedeira é algo que muita gente conhece bem. Diante do desconforto, o primeiro impulso é pegar logo um comprimido na caixa de remédios para aliviar a dor. Mas cuidado: esse gesto aparentemente inofensivo pode esconder riscos sérios.

Tomar analgésicos ou anti-inflamatórios sem orientação médica — especialmente quando o corpo já está desidratado e o fígado sobrecarregado pelo álcool — pode agravar o estado geral. A mistura de substâncias como dipirona, ibuprofeno ou até paracetamol com o etanol ainda presente no organismo aumenta a pressão sobre o fígado e pode causar danos temporários ou, em casos repetidos, até problemas mais duradouros.

Além disso, com o corpo desidratado, o uso indiscriminado de certos medicamentos pode prejudicar os rins e o sistema digestivo, provocando gastrite ou até hemorragias. O ideal é evitar a automedicação e priorizar medidas mais naturais: beber bastante água, repor eletrólitos com isotônicos ou água de coco, e descansar.

Se a dor for insuportável, o melhor caminho é consultar um profissional de saúde, que poderá indicar um tratamento seguro. Enquanto isso, deixe o remédio de lado e invista no que realmente ajuda: tempo, hidratação e alimentação leve. A ressaca passa — mas os estragos causados por maus hábitos, nem sempre.

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