A Messe é Grande, Mas os Trabalhadores São Poucos
"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos" — estas palavras de Jesus, registradas nos Evangelhos, vão além de uma simples constatação. Elas revelam um convite urgente e cheio de esperança. Diante de tanta necessidade no mundo — sofrimento, solidão, injustiça — há muito a ser feito. Mas o que mais falta não são recursos, e sim pessoas dispostas a servir com amor e coragem.
Jesus ensina que a confiança não está em nossas próprias forças, mas naquele que nos envia. Não somos nós os protagonistas da missão; somos instrumentos. Por isso, não devemos agir como "super-heróis", tentando carregar tudo sozinhos. Ao contrário, somos chamados a caminhar em comunhão, a depender uns dos outros e, acima de tudo, a depender d’Ele.
Há um perigo real no caminho: os "lobos" espirituais — as forças que desgastam a fé, o medo, a indiferença, o orgulho. Por isso, não podemos andar desprotegidos. Jesus envia seus discípulos como "ovelhas no meio de lobos", o que exige humildade, oração e união. A verdadeira força vem da entrega, da disponibilidade de ser enviado, mesmo que com medo.
Diante da imensidão da colheita — das almas que precisam de esperança, do mundo que clama por justiça e compaixão — somos lembrados de pedir ao Senhor que envie operários. E, muitas vezes, a resposta pode começar com a própria vida: E se eu fosse um desses trabalhadores?
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