Onde o Inferno é Mencionado no Novo Testamento?
Jesus falou claramente sobre o inferno, e suas palavras são as mais diretas sobre esse tema no Novo Testamento. Em Mateus 10,28, ele diz aos seus discípulos: “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” Aqui, Jesus aponta para Deus como o juiz final, destacando que o verdadeiro perigo não é a morte física, mas a separação eterna.
Além disso, Jesus usou parábolas para ilustrar o destino dos que rejeitam os caminhos de Deus. Na parábola do joio no campo (Mateus 13,36-43), ele explica que, no fim dos tempos, os que praticam a maldade serão lançados na “fornalha de fogo”. O mesmo acontece na parábola da rede (Mateus 13,47-50), onde os maus são separados e lançados no fogo. Essas imagens fortes mostram que o inferno não é um mito, mas uma realidade que Jesus não hesitou em ensinar.
Mas não é só Jesus quem fala disso. Quase todos os autores do Novo Testamento mencionam o inferno ou a punição eterna de alguma forma. Tiago fala do “fogo devorador” (Tiago 3,6), Pedro descreve a destruição dos ímpios (2 Pedro 2,4-6), e Paulo escreve sobre a ira de Deus contra a rebeldia humana (Romanos 2,8-9). Até mesmo nas cartas de João, há referência ao juízo divino.
O inferno, segundo o Novo Testamento, não é um conceito secundário. É uma advertência solene sobre a gravidade do pecado e a santidade de Deus. Mas, ao mesmo tempo, o fato de Jesus ter falado tanto disso mostra seu desejo de nos alertar — não para nos assustar, mas para nos levar ao arrependimento e à salvação.
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