Por que Jesus não se chamou Emanuel?

É uma pergunta comum: se a profecia de Isaías anunciava que o Messias seria chamado Emanuel, por que o conhecemos como Jesus? A resposta está na compreensão dos nomes e de seu significado espiritual.

O profeta Isaías, ao anunciar o nascimento de um menino que seria "um sinal", disse: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7,14). Esse nome, que significa “Deus conosco”, não é um nome comum, como usamos hoje, mas uma declaração de identidade. É um título profético, que revela quem é essa pessoa: Deus presente no meio do seu povo.

No entanto, quando o anjo aparece a José no sonho, diz: “Darás a ele o nome de Jesus, porque salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). Esse sim é o nome dado por Deus para o menino — um nome pessoal, que cumpre a missão anunciada.

Como destacou o teólogo Manuel de Tuya, O.P., não há contradição entre os dois nomes. “Emanuel” revela quem ele é — Deus conosco — e “Jesus” é o nome que ele recebeu na terra, que significa “Deus salva”. Um fala da natureza divina, o outro da missão redentora.

Por isso, embora nunca tenhamos ouvido alguém chamar o menino de Belém de “Emanuel” no Evangelho, o nome permanece verdadeiro: Jesus é Emanuel. Não só em nome, mas em realidade. Ele viveu entre nós, carregou nossas dores, morreu por nossos pecados e ressuscitou — verdadeiramente, Deus conosco.

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