Por que a gasolina brasileira sai mais barata para a Bolívia?

Muitos brasileiros se surpreendem ao saber que a gasolina comercializada pela Petrobras para países vizinhos, como a Bolívia, é vendida por um valor menor do que o praticado nas bombas do Brasil. Essa diferença, no entanto, não significa um privilégio concedido ao consumidor estrangeiro, mas sim o resultado direto da estrutura fiscal e logística do nosso mercado.

A explicação central para essa disparidade de preços está na carga tributária e nos custos agregados ao longo da cadeia de distribuição nacional. O valor cobrado da estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) corresponde ao preço de refinaria para exportação, isento das taxas internas de consumo.

Por outro lado, até que o combustível chegue ao tanque do motorista brasileiro, incidem diversos impostos estaduais e federais, como o ICMS, o PIS e a Cofins. Somam-se a isso as margens de lucro das distribuidoras e dos postos revendedores, o custo do transporte e a adição obrigatória de etanol anidro. São esses encargos locais que encarecem o produto final nas bombas do País, e não o valor base de produção do combustível.

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