As Partes do Texto Dissertativo-Argumentativo

Quem já se deparou com uma redação escolar ou um vestibular sabe que o texto dissertativo-argumentativo é um dos mais cobrados. Apesar do nome formal, sua estrutura é clara e objetiva, voltada para convencer o leitor por meio de uma reflexão bem fundamentada.

Ele se divide, basicamente, em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, apresenta-se o tema e logo em seguida a tese — ou seja, o ponto de vista que o autor defende. É ali que se dá o tom do texto, de forma clara e direta.

O desenvolvimento é a parte mais extensa. Nele, o escritor expõe seus argumentos para sustentar a tese. Usa-se a norma-padrão da língua, com coesão e coerência, além de exemplos concretos — que podem ser históricos, sociais ou culturais — para fortalecer a posição adotada. É comum que esta seção tenha dois ou mais parágrafos, cada um com uma ideia principal bem desenvolvida.

Já na conclusão, o objetivo é fechar o texto com chave de ouro. Aqui, o autor pode fazer uma síntese das ideias ou, melhor ainda, propor uma intervenção — uma solução para o problema discutido. Isso mostra capacidade crítica e engajamento com a realidade.

Embora muitos pensem que são cinco partes, na verdade, o essencial são as três grandes seções. O que varia é a divisão interna do desenvolvimento, que pode conter múltiplos argumentos. O importante é manter o foco: clareza, lógica e poder de convencimento. Um bom texto assim não precisa de firulas — apenas de uma ideia forte e bem defendida.

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