As Seis Grandes Extinções da Terra e a Nossa Era de Risco

Em mais de 4 bilhões de anos de história, a Terra já enfrentou cinco grandes extinções em massa — eventos cataclísmicos que varreram uma parte significativa da vida do planeta. O primeiro ocorreu há cerca de 440 milhões de anos, no final do período Ordoviciano, quando mudanças climáticas drásticas e glaciações eliminaram quase 85% das espécies marinhas. Depois, no período Devoniano, entre 370 e 360 milhões de anos atrás, outra crise devastou recifes e vida aquática.

O maior desastre biológico da história aconteceu no Permiano, há 250 milhões de anos. Conhecido como “a mãe de todas as extinções”, ele apagou cerca de 90% das espécies vivas. Causado por erupções vulcânicas gigantescas e liberação de gases tóxicos, transformou o planeta em um ambiente hostil. Pouco depois, no fim do Triássico (200 milhões de anos atrás) e no final do Cretáceo (65 milhões de anos), outras crises eliminaram répteis gigantes e, sim, os dinossauros — abrindo caminho para os mamíferos.

Mas há quem diga que vivemos agora a sexta extinção. Diferente das anteriores, esta não é causada por asteroides ou vulcões, mas por nós mesmos. Muitos cientistas chamam essa era de Antropoceno — o tempo do ser humano como força geológica. Desmatamento, poluição, mudanças climáticas e exploração excessiva estão fazendo espécies desaparecerem a um ritmo alarmante. Alguns até datam o início dessa extinção em 2022, como símbolo do ponto de virada.

A diferença? Dessa vez, temos consciência do que está acontecendo. E talvez, ainda, a chance de mudar o rumo.

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