Cirurgias e o Risco de Trombose: O que Você Precisa Saber

A trombose é uma complicação séria que pode surgir após uma cirurgia, especialmente em certos casos. Algumas intervenções cirúrgicas, principalmente as de grande porte — como cirurgias abdominais, ortopédicas (como substituição de quadril ou joelho) e procedimentos oncológicos — trazem um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos. Isso acontece porque o corpo, durante o pós-operatório, entra em um estado de hipercoagulabilidade, ou seja, o sangue tem maior tendência a coagular.

Idade avançada é outro fator importante. Quanto mais velho o paciente, maior o risco de desenvolver trombose. Isso se deve a uma combinação de fatores: menor mobilidade, doenças crônicas associadas e alterações naturais no sistema circulatório com o envelhecimento. Além disso, quem já teve trombose no passado — ou seja, tem histórico pessoal — tem probabilidade significativamente maior de passar por isso novamente se não houver prevenção adequada.

Para evitar esse problema, os médicos costumam adotar medidas preventivas antes e depois da cirurgia. Isso pode incluir o uso de medicamentos anticoagulantes, meias elásticas de compressão e a recomendação para que o paciente se movimente o quanto antes após o procedimento. Em alguns casos, dispositivos pneumáticos intermitentes são usados para manter a circulação nas pernas ativa durante o repouso.

A conscientização sobre os riscos e a adesão às recomendações médicas são fundamentais. Conversar com o cirurgião sobre o histórico pessoal de trombose e seguir as orientações de prevenção pode fazer toda a diferença no resultado do tratamento. A prevenção, nesse caso, é sem dúvida a melhor aliada da recuperação.

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