Sinal clínico do criptorquidismo: testículos não descidos
O principal sinal clínico do criptorquidismo é a ausência de um ou ambos os testículos no escroto. Essa condição ocorre quando os testículos não descem completamente durante o desenvolvimento fetal, ficando retidos na virilha ou no abdômen. É mais comum em recém-nascidos prematuros, mas também pode afetar bebês a termo.
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito logo após o nascimento por meio do exame físico. O médico avalia cuidadosamente a presença dos testículos no saco escrotal. Quando não são palpáveis, pode haver suspeita de testículos abdominais ou ausência congênita. Em algumas situações, a criptorquidia está associada a hérnia inguinal, especialmente em crianças pequenas, o que exige atenção especial durante a avaliação clínica.
Se o testículo não for localizado ao toque, exames complementares podem ser necessários. A laparoscopia, por exemplo, é um procedimento eficaz para localizar testículos não palpáveis, especialmente quando se suspeita de sua presença no abdômen. Esse método permite tanto o diagnóstico quanto a correção cirúrgica em um mesmo momento.
É importante tratar o criptorquidismo precocemente, geralmente até os 12 a 18 meses de idade, para prevenir complicações como infertilidade ou maior risco de câncer testicular na vida adulta. A cirurgia, chamada orquiopexia, é o tratamento mais comum e costuma ter bons resultados quando realizada no tempo adequado.
Por isso, todo recém-nascido deve passar por uma avaliação urológica cuidadosa, garantindo detecção precoce e acompanhamento correto dessa condição.
Comentários
Ainda sem comentários. Seja o primeiro a reagir.