Cogumelo Mágico: A Droga Recreativa Mais Segura, Segundo Estudo
Quando o assunto é droga recreativa, o nome que costuma surgir com mais frequência é o cogumelo mágico — especialmente depois de um estudo que chamou atenção no meio científico e na mídia. Publicado em 2017, o levantamento apontou que, entre todas as substâncias usadas com fins recreativos, os cogumelos alucinógenos são os mais seguros.
O estudo avaliou diversos fatores, como risco de overdose, danos físicos, potencial de dependência e impacto no comportamento. Surpreendentemente, o cogumelo mágico ficou em último lugar na lista de perigosidade, muito abaixo de substâncias como álcool, cocaína e até maconha. Isso porque, mesmo em doses altas, é extremamente raro alguém sofrer uma overdose fatal com psilocibina, o princípio ativo dos cogumelos.
Claro, isso não significa que o uso seja isento de riscos. Experiências intensas, conhecidas como “trips ruins”, podem acontecer, especialmente em ambientes inseguros ou sem apoio. Por isso, especialistas reforçam a importância do set and setting — ou seja, o estado mental da pessoa e o ambiente onde a substância é consumida. Em ambientes controlados e com orientação, no entanto, os efeitos costumam ser mais positivos, com relatos de aumento da autoconsciência e até alívio de sintomas de ansiedade e depressão.
Apesar da reputação histórica e do uso tradicional em culturas indígenas, o cogumelo mágico ainda é ilegal na maioria dos países, incluindo o Brasil. Mas o crescente interesse científico em seus efeitos terapêuticos tem impulsionado debates sobre regulamentação e uso controlado.
Enquanto a ciência avança, uma coisa é certa: segurança em drogas recreativas não é só sobre a substância em si, mas como ela é usada. E nesse cenário, o cogumelo mágico se destaca — não por ser inofensivo, mas por apresentar um dos menores riscos físicos entre os psicodélicos.
Comentários
Ainda sem comentários. Seja o primeiro a reagir.