As Preferências de Iemanjá: Beleza e Elegância em Oferecimentos
Quando se fala em Iemanjá, a rainha dos mares e símbolo de maternidade e proteção no candomblé e na umbanda, cada detalhe das oferendas conta uma história de respeito e carinho. Muitos acreditam que sua cor preferida é o branco, mas também são muito bem-vindos o rosa e o azul — tons que lemham o céu e o oceano, seu reino natural.
Seu altar ou oferenda não pode faltar velas brancas, rosas ou azuis, que simbolizam pureza, amor e serenidade. Flores também são essenciais, especialmente rosas brancas — as únicas aceitas por ela, segundo a tradição. Nada de outras cores: Iemanjá tem seus princípios e gosta de manter a elegância.
Na culinária ritualística, o que agrada à deusa tem sabor doce e suave: arroz-doce, manjar, calda de ameixa ou pêssego e melão são escolhas clássicas. Um toque de champanhe derramado nas águas do mar reforça o laço entre o devoto e a Orixá.
Na virada do Ano-Novo, especialmente no dia 31 de dezembro, milhares de pessoas vão às praias em todo o Brasil para homenagear Iemanjá. Além das flores e comidas, ofertam-se perfumes finos, joias e espelhos — objetos que vão além do simbólico. Ela é vaidosa, sim, e gosta de ser lembrada com beleza e glamour.
Cada oferenda é um gesto de gratidão, um pedido de proteção ou um agradecimento. E, mesmo no meio das ondas, Iemanjá ouve quem vem de coração.
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