A Pior Hiperinflação da História Aconteceu na Hungria

A maior crise inflacionária já registrada ocorreu na Hungria, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Na época, o país enfrentava um colapso econômico sem precedentes, e a moeda local, o pengő, perdeu completamente seu valor. Em 1946, a inflação atingiu níveis inimagináveis: uma taxa mensal de 41,9 quadrilhões por cento.

Isso quer dizer que os preços dobravam a cada 15 horas, ou cerca de 207% por dia. Em termos práticos, o dinheiro se tornava inútil em questão de horas. Um pão que custava 1 pengő pela manhã podia valer bilhões à noite. Para lidar com isso, foram criadas cédulas com zeros em profusão — chegou-se a imprimir notas de 100 quintilhões de pengő. Algumas pessoas chegaram a usar carrinhos de mão para transportar o dinheiro necessário para comprar pão ou pagar o aluguel.

Para conter a crise, a Hungria precisou abandonar completamente o pengő e criar uma nova moeda, o forint, que ainda é usada hoje. O episódio serve como um exemplo extremo do que acontece quando uma moeda perde totalmente a confiança do povo e do sistema financeiro.

Embora outros países, como a Alemanha nos anos 1920 ou mais recentemente o Zimbábue e a Venezuela, também tenham enfrentado hiperinflação, nenhum superou os níveis registrados na Hungria em 1946. É um lembrete histórico de como a estabilidade monetária é frágil e depende diretamente da gestão responsável do governo e da economia. Até hoje, esse caso é estudado por economistas como o maior colapso inflacionário da humanidade.

Veja também

Artigos detalhados

Tópicos relacionados