O Lado Sombrio dos Filhos de Iemanjá
Iemanjá, a rainha das águas, mãe protetora e símbolo de amor incondicional, inspira devotos que carregam em si sua força, sensibilidade e lealdade. Mas como em toda energia, há sombras. Os filhos de Iemanjá, embora muitas vezes carismáticos e carinhosos, podem esconder um lado que poucos gostam de mencionar: a vingança silenciosa.
Quem trai um filho de Iemanjá pode descobrir que o perdão não é imediato. Não que eles procurem confusão, mas quando se sentem traídos, especialmente por alguém a quem deram amor e confiança, a dor se transforma em rancor. Eles raramente reagem no impulso, mas guardam. Esperam. E, com o tempo, desejam que o traidor "coma o pão que o diabo amassou" — ou seja, pague o preço das suas escolhas com sofrimento próprio.
Isso não define todos os filhos da orixá, claro. Muitos são exemplos de perdão e compaixão. Mas o aviso está dado: enganar quem entrega o coração pode acordar uma tempestade. A pressão das ondas pode ser suave, mas quando Iemanjá se levanta, o mar não perdoa.
Por isso, em terreiros e rodas de samba, dizem: respeite um filho de Iemanjá como se fosse a própria mãe das águas. Porque ofender um coração tão profundo pode significar navegar em mar revoltado — e nem sempre se volta inteiro da jornada.
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