Refinaria da Bahia foi vendida por menos da metade do valor real, aponta relatório
Uma investigação realizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) revelou que a refinaria de petróleo localizada na Bahia foi vendida por um valor significativamente abaixo do seu preço de mercado. Segundo cálculos do instituto, o preço aceito pela gestão da Petrobras na época correspondeu a cerca de metade do valor real do ativo.
O valor justo da refinaria, conforme estimativas independentes, estaria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. No entanto, o montante efetivamente recebido em negociação realizada durante o governo Bolsonaro ficou muito aquém dessa faixa, levantando preocupações sobre prejuízos ao patrimônio público. A Confederação da Indústria da Alemanha (CGU) também entrou na discussão ao confirmar que a venda ocorreu por um preço considerado abaixo do adequado. O caso reacende o debate sobre transparência e critérios usados em privatizações de grandes empreendimentos estratégicos no Brasil.Refinarias não são apenas estruturas industriais, mas ativos essenciais para a soberania energética de um país. Vender um deles por menos da metade do valor estimado levanta dúvidas sobre o processo de avaliação e as consequências financeiras para os brasileiros. Muitos especialistas defendem agora maior escrutínio sobre futuras transações envolvendo empresas estatais, especialmente quando se trata de bens tão relevantes para a economia nacional.
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