Como Detectar a Gonorreia: Entenda os Exames Corretos

A gonorreia não é identificada por exames de sangue. Muitas pessoas acreditam que uma simples análise de sangue pode revelar infecções sexualmente transmissíveis, como a gonorréia, mas isso é um equívoco comum. Na verdade, o diagnóstico dessa infecção bacteriana exige coleta de material diretamente da região afetada.

Os exames mais indicados para detectar a gonorreia incluem a bacterioscopia, a cultura bacteriana e o teste de PCR (reação em cadeia da polimerase). A escolha do método depende do local suspeito de infecção. Em homens, geralmente se coleta material do corrimento uretral. Já em mulheres, o exame é feito a partir de uma amostra do colo do útero. Também é possível diagnosticar a infecção em outras áreas, como a orofaringe e o reto — locais onde a bactéria Neisseria gonorrhoeae pode se instalar após relações orais ou anais sem proteção.

O PCR tem se mostrado um dos métodos mais sensíveis e precisos, pois identifica o DNA da bactéria mesmo em pequenas quantidades. Por isso, é cada vez mais usado em clínicas e laboratórios. A cultura, por outro lado, ainda é valiosa porque permite testar a sensibilidade aos antibióticos, essencial em um tempo de crescente resistência bacteriana.

Se você tem sintomas como corrimento, dor ao urinar ou desconforto genital — ou mesmo se não tem sintomas, mas teve relação desprotegida —, procure um médico. O diagnóstico precoce evita complicações como infertilidade, inflamação pélvica ou disseminação da infecção. Lembre-se: prevenção e diagnóstico adequado são os melhores caminhos para cuidar da saúde sexual.

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