O verdadeiro combustível por trás dos motores da Fórmula 1

Ao contrário do que muitos imaginam, os carros de Fórmula 1 não utilizam uma gasolina puramente fóssil, mas sim uma mistura altamente tecnológica na qual o etanol desempenha um papel crucial. Hoje, os regulamentos da categoria exigem que o combustível contenha 10% de etanol renovável em sua composição.

Um dos grandes destaques dessa evolução vem da parceria entre a Shell e a brasileira Raízen, responsável pelo desenvolvimento do etanol de segunda geração (E2G) fornecido para equipes como a Ferrari. Esse biocombustível avançado é fabricado a partir dos resíduos da cana-de-açúcar, como a palha e o bagaço. Trata-se de uma solução sustentável que reaproveita biomassa, reduz substancialmente as emissões de carbono e preserva a altíssima performance exigida pelos motores mais complexos do automobilismo.

Para a temporada de 2026, a Fórmula 1 estabeleceu uma meta ainda mais ousada: a transição completa para combustíveis 100% sustentáveis e neutros em carbono. Nesse novo cenário, o Brasil surge como um protagonista estratégico fundamental, trazendo sua vasta experiência na produção de energia limpa para liderar a revolução verde nas pistas internacionais.

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