Como é feito o diagnóstico do linfoma?
Descobrir se uma pessoa tem linfoma envolve alguns passos importantes, começando pelos sintomas que ela apresenta. Muitas vezes, o primeiro sinal é o aumento de linfonodos — as chamadas "ínguas" — especialmente no pescoço, axilas ou virilha, sem dor e que não desaparecem com o tempo. Quando isso acontece, o médico geralmente pede um hemograma completo, um exame de sangue simples, mas essencial.
O hemograma ajuda a identificar alterações nas células do sangue, como contagem anormal de glóbulos brancos, vermelhos ou plaquetas, o que pode indicar a presença de uma doença no sistema linfático. No entanto, esse exame sozinho não confirma o linfoma, ele serve como alerta para investigar mais a fundo.
O próximo passo, e o mais decisivo, é a biópsia do linfonodo. Nesse procedimento, uma pequena amostra do linfonodo aumentado é retirada e analisada em laboratório por um patologista. É nessa análise que se confirma, ou não, a presença de células linfomatosas, definindo se é um linfoma de Hodgkin ou um dos tipos de linfoma não-Hodgkin.
Além disso, podem ser solicitados exames de imagem, como tomografia ou PET-CT, para avaliar a extensão da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento. Por isso, qualquer sintoma persistente, como febre, sudorese noturna, perda de peso sem motivo ou fadiga constante, deve ser avaliado por um médico sem demora.
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