O que é o "Boa Noite, Cinderela" e o papel do zolpidem
O chamado "Boa Noite, Cinderela" é um golpe antigo, mas que ainda assusta. A prática consiste em drogar uma pessoa, geralmente em bares ou baladas, para roubá-la, abusar dela ou colocá-la em situações de extrema vulnerabilidade. Um dos medicamentos mais usados nesses casos é o zolpidem, um remédio originalmente desenvolvido para tratar insônia.
Apesar de ser comercializado com receita médica no Brasil e em outros países, o zolpidem tem sido alvo de desvio de uso. Nos Estados Unidos, já foi apontado como uma das substâncias preferidas por criminosos nesse tipo de crime. Isso porque, em altas doses ou quando misturado com álcool, o remédio pode causar amnésia, sonolência extrema e até perda total de consciência — o que facilita a ação dos bandidos.
O nome "Boa Noite, Cinderela" surgiu justamente por causa desse efeito súbito: a vítima "adormece" como se fosse encantada, sem se lembrar do que aconteceu depois. Muitas vezes, a pessoa acorda em locais diferentes, sem pertences e sem lembrança do que ocorreu nas horas anteriores.
Além do zolpidem, outras substâncias como o GHB e certos benzodiazepínicos também são usados nesses crimes. Por isso, especialistas reforçam a importância de cuidados simples, mas essenciais: nunca deixar sua bebida sem vigilância, desconfiar de estranhos oferecendo drinques e sair de situações que pareçam desconfortáveis.
Conhecer os riscos e estar atento pode fazer toda a diferença. A melhor proteção contra o "Boa Noite, Cinderela" é a prevenção.
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