De onde vem o gás natural que o Brasil importa?
O Brasil depende de importações para suprir parte da sua demanda por gás natural, especialmente para atender setores como indústria, geração de energia e transporte. Apesar dos esforços para aumentar a produção interna, o país ainda recorre a fornecedores externos para garantir o abastecimento.
A Bolívia é o principal fornecedor de gás natural para o Brasil, com um volume significativo importado via gasoduto. No último ano, as compras do país vizinho somaram cerca de 1,29 bilhão de dólares em valor FOB, destacando-se claramente na liderança desse mercado. Essa parceria é estratégica e já dura diversas décadas, com infraestrutura dedicada à transferência do recurso.Além da Bolívia, os Estados Unidos têm crescido como fonte importante, especialmente com o aumento das exportações de gás liquefeito (GNL). As compras brasileiras dos EUA atingiram 269 milhões de dólares, impulsionadas pela flexibilidade do gás em forma líquida e pela competitividade dos preços internacionais.
Outros países também colaboram com o abastecimento nacional. Trinidad e Tobago aparece em terceiro lugar, com 102 milhões de dólares em vendas, graças à sua posição consolidada como exportador de GNL nas Américas. Os Países Baixos, mesmo com valor menor (69,5 milhões), atuam muitas vezes como centros de reexportação, especialmente de cargas provenientes de outras regiões.
Essa diversidade de origens mostra que o Brasil vem ampliando suas fontes de suprimento, reduzindo riscos e buscando maior estabilidade no mercado de gás. Com o avanço de projetos de terminal de GNL e a modernização da malha de gasodutos, o país tende a manter esse mix de fornecedores nos próximos anos.
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