Por que Jesus jejuou 40 dias no deserto?
Jesus, sendo Deus, não precisava provar sua força nem purificar-se dos pecados. Mesmo assim, jejuou por 40 dias e 40 noites no deserto. Por quê? Para nos ensinar o valor da penitência, da oração e da vigilância diante das tentações.
Na verdade, Jesus não foi ao deserto para se fortalecer contra o mal por necessidade própria, mas por amor a nós. Ele escolheu se expor à tentação, não porque fosse pecador — jamais cometeu um erro —, mas para caminhar no nosso lugar, enfrentar o que nós enfrentamos, e vencer onde Adão havia falhado.
Quando Adão foi tentado no Éden, caiu com facilidade diante da serpente. Jesus, o "Novo Adão", foi tentado no deserto pelo mesmo tentador — mas resistiu com firmeza, usando como armas a Palavra de Deus e a confiança no Pai. Assim, ele refez a história: onde o primeiro homem escolheu o pecado, o Filho de Deus escolheu a obediência, ainda que à custa de sofrimento e fome.
Esse tempo de jejum é um convite a todos os cristãos. Os 40 dias se tornaram um sinal espiritual — lembrança de que, como Jesus, também nós somos chamados a enfrentar nossas fraquezas, dominar os desejos desordenados e voltar o coração para Deus.
Na Quaresma, ao jejuar, orar e fazer caridade, não estamos apenas repetindo um ritual. Estamos seguindo o caminho que ele nos mostrou: o caminho da transformação interior, da humildade e da vitória sobre o mal.
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