Multa por Religar Energia Cortada: O Que Você Precisa Saber

Se você teve o fornecimento de energia cortado por inadimplência e decidiu religar o serviço por conta própria, é importante ficar atento. A prática conhecida como "auto-religação" pode acarretar consequências legais e financeiras. No entanto, uma decisão recente vem trazendo novidades para os consumidores.

Em janeiro de 2024, um magistrado determinou que, além de proibir novas cobranças abusivas de taxa de religação, as distribuidoras devem pagar uma multa de R$ 200 ao consumidor caso o corte tenha sido feito por falta de pagamento e realizado sem aviso prévio ou em descumprimento das regras.

Isso quer dizer que, se a empresa interromper o fornecimento sem seguir o processo correto — como notificar o cliente com antecedência —, o consumidor pode ser indenizado. A medida visa proteger os direitos dos usuários e coibir práticas abusivas por parte das concessionárias.

No entanto, religar a energia por meios próprios, como manipular o relógio ou contornar o sistema, é considerado crime de furto de energia. Nesses casos, o consumidor pode enfrentar multas pesadas, além de responder por ato ilícito. A melhor alternativa é regularizar a situação com a empresa, negociar a dívida ou buscar ajuda em órgãos de defesa do consumidor, como Procon.

Portanto, embora a multa de R$ 200 possa ser um alívio para quem sofreu corte indevido, o mais seguro é sempre aguardar a religação oficial após o pagamento da conta ou acordo estabelecido. Conhecer seus direitos evita dores de cabeça e protege o bolso.

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