Qual vício mata mais no mundo?

Quando se fala em vícios e mortalidade, muitos pensam primeiro nas drogas ilícitas, como cocaína ou heroína. No entanto, os dados mostram uma realidade diferente. O álcool é, de longe, a substância responsável pelo maior número de mortes relacionadas ao uso de drogas — cerca de 85,8% dos óbitos nesse contexto estão ligados ao seu consumo.

Apesar de amplamente aceito socialmente e legal em quase todos os países, o álcool tem um impacto profundo na saúde pública. Seu uso prolongado pode levar a doenças hepáticas, câncer, problemas cardiovasculares e transtornos mentais. Além disso, acidentes de trânsito, violência e suicídios muitas vezes têm o álcool como fator contribuinte.

Em segundo lugar aparece o fumo de tabaco, responsável por 11,5% das mortes associadas a substâncias psicoativas. Cigarros estão diretamente ligados a doenças respiratórias crônicas, enfisema e diversos tipos de câncer, especialmente de pulmão.

Outras drogas, como a cocaína (0,8%) e substâncias sintéticas ou naturais (1,81%), embora sejam frequentemente destacadas na mídia, causam um número muito menor de mortes em comparação. O uso combinado de múltiplas substâncias também representa um risco, ainda que menor (1,2%), especialmente por aumentar a chance de overdose.

O que esse quadro revela é que os vícios mais perigosos nem sempre são os mais visíveis ou estigmatizados. Muitas vezes, os hábitos normalizados, como beber socialmente ou fumar, trazem riscos silenciosos, mas devastadores. A conscientização e políticas públicas eficazes são essenciais para reduzir esses números e proteger vidas.

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