Selic continua em queda: onde estamos e o que esperar?

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa Selic caiu novamente, marcando a sexta redução consecutiva. Com isso, os juros básicos da economia brasileira foram ajustados para 10,75% ao ano, nível semelhante ao observado em fevereiro de 2022. A trajetória de queda começou em agosto de 2023, quando o Copom deu o sinal de que era hora de aliviar o aperto monetário imposto nos anos anteriores.

Desde então, a Selic já recuou 3,0 pontos percentuais, refletindo a melhora nos indicadores de inflação e maior confiança de que os objetivos de preço estão sob controle. Essa decisão não foi surpresa para o mercado, mas sim parte de um movimento esperado, à medida que a economia se ajusta e o cenário externo também influencia as escolhas do Banco Central.

Apesar da queda constante, especialistas alertam: ainda estamos longe de retornar aos patamares históricos mais baixos de juros. O caminho para uma Selic abaixo de 10% dependerá de fatores como a evolução da inflação, a confiança dos investidores e o desempenho fiscal do governo. Para famílias e empresas, cada redução traz alívio — principalmente nos créditos com taxas atreladas ao juro básico.

Por enquanto, o Copom mantém uma postura cuidadosa. Ainda que o ritmo de queda possa variar nas próximas reuniões, a tendência de juros mais baixos segue firme — sempre, claro, enquanto a inflação não der sinais de recuo insuficiente. O mercado agora volta os olhos para a próxima decisão, aguardando pistas sobre o próximo passo nesse cenário em transformação.

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