Quando é Indicada a Biópsia de Linfonodo?

Os linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos, são estruturas pequenas e essenciais do sistema imunológico, espalhadas por todo o corpo. Quando aumentam de tamanho ou se tornam endurecidos, muitas vezes levantam preocupações — principalmente se o inchaço persiste por semanas, sem explicação aparente.

Segundo o Dr. Pablo Quintana, a biópsia de linfonodo é um procedimento frequentemente indicado quando há suspeita de linfoma, um tipo de câncer que se origina no sistema linfático. Também é recomendada quando se suspeita que um tumor de outra região do corpo tenha se espalhado (metástase) para os linfonodos. Nesses casos, a análise do tecido é crucial para confirmar o diagnóstico e definir o melhor tratamento.

Além disso, a biópsia permite obter uma quantidade suficiente de material para exames detalhados, como estudos histológicos, culturas e testes moleculares. Isso é especialmente importante quando o diagnóstico não é claro apenas com exames de imagem ou punções mais simples, como a punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

O procedimento é geralmente realizado com anestesia local, sob orientação de ultrassom ou tomografia, garantindo precisão e segurança. A amostra retirada é então analisada por um patologista, que examina as células ao microscópio para identificar alterações.

É importante ressaltar que nem todo linfonodo aumentado é grave — infecções comuns, como gripes ou faringites, também podem causar esse tipo de alteração. No entanto, quando o inchaço dura mais de duas semanas, cresce progressivamente ou vem acompanhado de sintomas como perda de peso, febre noturna ou suor excessivo, uma avaliação médica mais aprofundada deve ser feita.

Se o seu médico sugerir uma biópsia, não se assuste. Muitas vezes, é o próximo passo lógico para entender o que está acontecendo e garantir um diagnóstico preciso.

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