Quando se preocupar com a apneia do sono?

Se você acorda frequentemente cansado, mesmo após várias horas de sono, ou se seu parceiro relata que você para de respirar durante a noite, pode ser hora de avaliar a possibilidade de apneia do sono. Esse distúrbio é mais comum do que se imagina e pode ter sérias consequências se não for tratado a tempo.

O diagnóstico e a gravidade da apneia são determinados pelo Índice de Apneia-Hipopneia (IAH), que conta quantas vezes a respiração para ou diminui a cada hora de sono. Um valor menor que 5 é considerado normal, mas quando o IAH está entre 5 e 15 interrupções por hora, fala-se em apneia leve. Entre 15 e 30, a condição é considerada moderada — nesse caso, já é recomendável buscar acompanhamento médico.

Quando o IAH ultrapassa 30 eventos por hora, a apneia é classificada como acentuada, o que representa um risco elevado para doenças cardiovasculares, hipertensão e acidentes por sonolência diurna. Nesses casos, o tratamento se torna essencial.

Além dos números, é importante prestar atenção aos sintomas no dia a dia: ronco alto, sonolência excessiva durante o dia, dificuldade de concentração e até despertares com sensação de afogamento são pistas importantes. Muito mais que um incômodo noturno, a apneia do sono é uma condição médica que, quando identificada a tempo, pode ser bem controlada.

Se você se reconhece nesses sinais, converse com um pneumologista. A avaliação pode incluir um exame chamado polissonografia, feito durante o sono, e a partir disso, um plano de tratamento adequado — que pode incluir desde mudanças nos hábitos até o uso de aparelhos como o CPAP. Cuidar do sono é cuidar da saúde.

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