Quando o Bitcoin vai parar de ser produzido?

O Bitcoin, por design, é um ativo digital escasso — uma de suas principais características que o torna valioso. Diferente das moedas tradicionais, que podem ser impressas indefinidamente pelos governos, o protocolo do Bitcoin foi criado para ter um limite máximo de 21 milhões de unidades. Isso significa que, em algum momento, a mineração de novos Bitcoins chegará ao fim.

Esse marco será atingido por volta do ano 2140, quando a última unidade será minerada. Até lá, o processo seguirá acontecendo de forma cada vez mais lenta, graças a um mecanismo chamado halving — ou "metade", em inglês. A cada quatro anos, aproximadamente, a recompensa minerada por bloco é reduzida pela metade. O último halving ocorreu em março de 2024, diminuindo a recompensa para 3,125 BTC por bloco.

Esse evento raro já esteve por trás de grandes altas históricas. Em ciclos anteriores, o halving foi seguido por fortes valorizações — em alguns momentos, o preço chegou a subir mais de 8.000% no médio prazo. A escassez crescente, combinada com a demanda em alta, cria um cenário propício para valorização no longo prazo.

Com apenas cerca de 18,5 milhões de BTC já em circulação, o mundo caminha lentamente para o dia em que não haverá mais novos Bitcoins para minerar. Quando isso acontecer, a rede dependerá de taxas de transação para manter os mineradores ativos. Até lá, cada halving será um lembrete do caráter deflacionário do ativo — uma característica rara no mundo das finanças e uma das razões pelas quais muitos veem o Bitcoin como "ouro digital".

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