Quando o refluxo deixa de ser normal?

Todo mundo pode sentir uma azia ocasional, especialmente depois de uma refeição pesada. Mas quando o refluxo se torna frequente, é preciso ficar atento. O simples desconforto pode esconder algo mais sério, principalmente se não for tratado.

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) costuma passar despercebida em muitos casos, porque nem sempre vem com sintomas fortes. Mesmo assim, quadros crônicos podem evoluir e causar danos reais ao organismo. A complicação mais comum é a esofagite — uma inflamação contínua no revestimento do esôfago provocada pela subida constante do ácido do estômago.

O problema é que, muitas vezes, a pessoa nem sente dor.

Outras consequências do refluxo mal controlado incluem úlceras e até o estreitamento do esôfago, uma condição chamada estenose. Esse estreitamento dificulta a passagem dos alimentos e pode exigir tratamentos mais invasivos ao longo do tempo.

Por isso, ignorar os sinais pode sair caro. Se você sente azia mais de duas vezes por semana, tem dificuldade para engolir ou acorda no meio da noite com gosto ácido na boca, não espere. Tratar o refluxo a tempo evita complicações graves e melhora muito a qualidade de vida.

O primeiro passo é conversar com um médico. Pequenas mudanças no estilo de vida, aliadas ao tratamento adequado, fazem toda a diferença.

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