Queda no Preço do Papelão Afeta Catadores em Campo Grande

O valor do quilograma de papelão, que já chegou a valer 80 centavos, despencou para apenas 20 centavos em abril de 2023. A queda brusca no preço afeta diretamente o sustento de milhares de catadores e cooperativas que dependem da venda de materiais recicláveis para sobreviver.

Enquanto o papelão perde valor, outros materiais seguem mais cotados no mercado. A latinha de alumínio, por exemplo, mantém uma remuneração atrativa, valendo cerca de R$ 5,50 o quilo. Já o cobre, considerado um dos metais mais valiosos, chega a R$ 32 o quilo, sendo comparado a "ouro" por muitos profissionais do setor.

Segundo dados de Campo Grande, a desvalorização do papelão reflete uma mudança no mercado internacional e na demanda das indústrias de reciclagem. Durante a pandemia, houve um aumento no preço dos recicláveis por conta do crescimento no consumo de embalagens e da escassez de matéria-prima. Com a normalização da economia, esse cenário se inverteu.

Para os catadores, a queda no valor do papelão representa um duro golpe. Muitos precisam se deslocar por longas distâncias, enfrentar condições precárias e ainda acumular grandes quantidades do material para obter uma renda mínima. Enquanto isso, materiais como alumínio e cobre seguem sendo os mais procurados, não só pelo melhor preço, mas pela eficiência no esforço x retorno.

Apesar dos desafios, o trabalho de reciclagem continua sendo essencial para o meio ambiente e para a economia circular. Valorizar quem faz esse trabalho no dia a dia é um passo importante para uma cidade mais justa e sustentável.

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