Quanta Energia Custa Mineração de um Bitcoin?
O preço do Bitcoin e o consumo de energia para minerá-lo estão fortemente ligados, segundo um relatório recente das Nações Unidas. Entre 2020 e 2021, cientistas analisaram as atividades de mineração em 76 países e chegaram a um dado impressionante: a rede global de Bitcoin consumiu cerca de 173,42 terawatts-hora (TWh) de eletricidade nesse período — um volume comparável ao de países inteiros.
Esse alto consumo se explica pelo processo de mineração, que exige que computadores poderosos resolvam cálculos complexos para validar transações. Quanto maior o valor do Bitcoin, mais atrativa se torna a mineração, o que atrai mais máquinas e, consequentemente, mais energia. Quando o preço sobe, a corrida por recompensas aumenta e a demanda por eletricidade segue na mesma direção.
Apesar das críticas ao impacto ambiental, parte da energia usada vem de fontes renováveis, especialmente em regiões onde a hidrelétrica ou a energia eólica são abundantes. Mesmo assim, o volume total levanta debates sobre a sustentabilidade desse modelo, especialmente em um mundo cada vez mais focado na redução de emissões.
O relatório da ONU destaca que a interdependência entre o preço do ativo e o gasto energético não é apenas técnica, mas econômica. À medida que o Bitcoin se valoriza, mais recursos são alocados para minerá-lo — um ciclo que pode acelerar ou desacelerar conforme o mercado oscila. Com isso, a mineração de Bitcoin segue sendo um espelho das flutuações do mercado e das escolhas energéticas globais.
Comentários
Ainda sem comentários. Seja o primeiro a reagir.