<h2>O mito do ovo e o colesterol: quantos se pode comer por dia?</h2> <p>Durante muito tempo, o ovo foi visto como o grande vilão de quem sofria de colesterol alto. A fama devia-se principalmente à gema, rica em colesterol, o que levava muitos médicos e nutricionistas a aconselharem o corte total deste alimento da dieta.</p> <p>No entanto, a ciência tem vindo a mudar esta perspetiva de forma radical. Hoje sabe-se que o colesterol presente nos alimentos não afeta o nosso sangue da mesma maneira que as gorduras saturadas e trans. Vários estudos recentes mostram que consumir <strong>até um ovo por dia</strong> é perfeitamente seguro para a maioria das pessoas e não aumenta o risco de doenças cardiovasculares.</p> <p>Mais do que isso: investigações mais recentes vão ainda mais longe, indicando que o consumo moderado — e em alguns casos até superior, como três ovos diários integrados numa dieta equilibrada — pode trazer benefícios nutricionais importantes. O ovo é uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, vitaminas essenciais e antioxidantes que protegem a visão e o cérebro.</p> <p>Claro que tudo depende do contexto global da sua alimentação e do estilo de vida. Quem tem dislipidemia deve sempre consultar um médico ou nutricionista para avaliar o plano alimentar ideal, garantindo que o prato é rico em fibras, vegetais e gorduras saudáveis. Em suma, já não precisa de olhar para o ovo como um proibido: com bom senso e equilíbrio, ele pode (e deve) fazer parte da sua rotina.</p>

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