Quem ama mais os filhos: o pai ou a mãe?
Não se trata de comparar o amor do pai com o da mãe, mas de entender que, no desenho divino da família, ambos são chamados a amar profundamente os filhos — cada um à sua maneira. A pergunta sobre quem ama mais pode parecer natural, mas a resposta vai além de emoções ou expectativas humanas. O texto de Mateus 10:37-39 não diminui o amor pelos filhos, mas coloca em ordem as prioridades da vida cristã.
Jesus diz claramente: “Quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”. Isso não significa que o amor pelos filhos deva ser menor, mas que nada, nem mesmo os laços mais sagrados da família, deve ocupar o lugar que pertence somente a Deus. Quando o amor aos filhos se torna possessivo, desordenado ou idolatrado, perde sua verdadeira essência. O amor sadio nasce de um coração que primeiro ama a Deus.
Na prática, tanto o pai quanto a mãe são canais do amor divino. A mãe muitas vezes expressa ternura e cuidado constante; o pai, coragem e proteção. Mas ambos precisam, antes de tudo, buscar a Deus como fonte do amor verdadeiro. Quem ama a Deus primeiro, ama os filhos com mais liberdade, sabedoria e graça.
Então, não se trata de saber quem ama mais, mas de reconhecer que o verdadeiro amor — aquele que sustenta, corrige, perdoa e liberta — vem dEle. Quando pais e mães colocam a Deus no centro, o amor pelos filhos floresce como deveria: generoso, fiel e cheio de esperança.
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