Quem Deve a Exu Tem que Pagar
Exu é caminho, é guardião, é mensageiro. Na tradição da Jurema Sagrada, do Candomblé e da Quimbanda, ele ocupa um lugar único — não como um ser do "bem" ou do "mal", mas como a força que abre e fecha portas. Quem caminha com ele sabe: toda graça tem um preço, e toda ajuda exige respeito.
Há um ditado que ecoa entre os terreiros: "Quem sobe, também pode descer...". É um lembrete simples, mas profundo. Quando alguém pede força, proteção ou mudança, e Exu atende, não se trata apenas de gratidão — é uma dívida de palavra. E quem não cumpre, desequilibra a troca sagrada. Porque do mesmo jeito que ele abre caminhos, também pode fechá-los.
"Quem deve a Exu paga!" — essa frase não é ameaça, é lei de reciprocidade. Muitos só lembram dele nas horas de aflição, mas esquecem o compromisso depois. O erro maior não é pedir, é ignorar o acerto. Nas Juremas, nos Terreiros, o respeito ao Orixá é o que mantém a corrente viva.
Exu não é servido com promessas vazias. Ele exige verdade, atitude, oferenda. Não há atalho para fugir disso. Se você chamou, se ele respondeu, então o mínimo é honrar. Porque como diz o conhecimento popular: "do jeito que tem a ida, também tem a volta".
Quem conhece Exu sabe: ele não perdoa quem falta com a palavra. Mas também é o primeiro a sorrir para quem cumpre. Respeito. Sempre.
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