Assento Preferencial: Um Dever de Todos
Quantas vezes você já viu alguém idoso, grávida ou com dificuldade de locomoção procurando onde se sentar no ônibus e não encontrar espaço? Esse é um dilema comum no dia a dia dos transportes públicos. A cortesia deveria bastar, mas infelizmente nem sempre a educação anda junto com a rotina corrida da cidade.
Recentemente, apresentei o Projeto de Lei 149/2018, que reforça a preferência de idosos, gestantes, mães com bebê no colo e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todos os assentos dos ônibus. A ideia não é apenas reservar poltronas específicas, mas garantir que essas pessoas tenham prioridade em qualquer lugar do veículo, especialmente quando estão em pé e precisam urgentemente de um assento.
O assento preferencial não é um mero detalhe. É uma questão de dignidade e respeito. Muitas pessoas ainda ignoram esse dever cívico, achando que, se o assento não tem adesivo ou não está marcado, não precisam ceder. Mas a lei já prevê essa obrigação — e o novo projeto busca fortalecê-la.
É importante lembrar que o transporte público é um direito de todos, mas também exige responsabilidade coletiva. Ceder o lugar não é um favor, é um ato de justiça. Afinal, um dia, qualquer um de nós pode precisar desse cuidado.
Enquanto a educação não evolui no ritmo desejado, a lei pode ajudar a construir novos hábitos. O respeito ao outro, especialmente aos mais vulneráveis, precisa estar no centro das nossas escolhas — mesmo que seja só por alguns minutos dentro de um ônibus.
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