Quem tem enxaqueca precisa fazer tomografia?

Nem sempre. O diagnóstico da enxaqueca é feito, na grande maioria dos casos, com base nos sintomas descritos pelo paciente e na avaliação clínica feita pelo médico, especialmente por um neurologista. O exame neurológico normal, somado a uma história típica de dor de cabeça pulsátil, sensibilidade à luz e ao som, náuseas e crises recorrentes, costuma ser suficiente para confirmar o diagnóstico.

Apesar disso, exames de imagem como a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM) podem ser solicitados em situações específicas — por exemplo, quando há suspeita de outras causas graves, como tumores, AVC ou alterações estruturais no cérebro. Eles não servem para “ver a enxaqueca”, mas para descartar outras doenças que possam causar dores de cabeça semelhantes.

Outro exame menos comum, mas útil em alguns casos, é o Doppler transcraniano, que avalia o fluxo sanguíneo no cérebro. Ele pode ajudar a identificar alterações na circulação que, em raros casos, estejam associadas às crises ou a condições como a enxaqueca com aura prolongada.

Em resumo, a tomografia não é obrigatória para quem tem enxaqueca. Ela é indicada apenas quando o médico julga necessário, especialmente se os sintomas forem atípicos ou se houver sinais de alerta no exame clínico. O mais importante é o acompanhamento com um especialista, que saberá orientar sobre quais exames, se houver, são realmente necessários.

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