Enxaqueca e o risco aumentado de AVC: saiba a ligação
Ter enxaqueca, especialmente com aura, pode aumentar significativamente o risco de sofrer um AVC. Embora muitas pessoas vejam a enxaqueca apenas como uma dor de cabeça intensa, estudos mostram que, quando acompanhada de aura — sintomas neurológicos como visão turva, formigamento ou dificuldade para falar —, o risco de acidente vascular cerebral triplica.
Esse vínculo já é conhecido há mais de dez anos e tem sido confirmado em diversas revisões científicas. A aura, que geralmente antecede a dor, pode durar de 20 a 60 minutos e, apesar de ser temporária, ativa mecanismos no cérebro que favorecem a formação de coágulos, aumentando a possibilidade de um AVC isquêmico, o tipo mais comum.
É importante frisar que, mesmo com esse aumento de risco, o AVC ainda é um evento raro entre quem tem enxaqueca. No entanto, o reconhecimento dessa ligação ajuda médicos e pacientes a adotarem medidas preventivas. Mulheres jovens que têm enxaqueca com aura e usam contraceptivos orais, por exemplo, devem ter atenção redobrada, pois a combinação pode elevar ainda mais o risco.
Além disso, qualquer mudança no padrão das crises — como intensidade inesperada, sintomas neurológicos prolongados ou novos sinais — deve ser avaliada com urgência. Em alguns casos, uma crise atípica pode ser, na verdade, um AVC disfarçado.
Conhecer o próprio corpo e manter acompanhamento médico regular são passos essenciais, especialmente para quem convive com enxaqueca com aura. Pequenas mudanças no estilo de vida, como evitar gatilhos conhecidos, controlar a pressão arterial e não fumar, podem fazer grande diferença na prevenção.
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