É possível ser mãe e comissária de bordo? Sim, e aqui está como

Uma dúvida comum para quem sonha em voar: quem tem filho pode ser comissário de bordo? A resposta é um sim claro e encorajador. Muitas pessoas se perguntam se a rotina de viagens, escalas e mudanças constantes de cidade e fuso horário são compatíveis com a maternidade — ou paternidade. A experiência de quem já viveu isso mostra que é sim possível conciliar as duas realidades.

Cecília Aroca, que foi comissária de bordo e se tornou mãe durante sua trajetória na aviação, afirma que, embora desafiador, o equilíbrio é alcançável. “Dá pra conciliar essa profissão com a profissão de ser mãe, que não deixa de ser uma profissão não remunerada,” conta. Para ela, tudo passa por planejamento, apoio familiar e uma boa rede de cuidados.

O importante é lembrar que não há uma única maneira certa de ser mãe e trabalhar em um setor tão dinâmico. Muitas companhias aéreas oferecem escalas que permitem dias em casa, e com uma organização equilibrada, é possível manter presença na vida dos filhos sem abrir mão da carreira.

Além disso, o próprio perfil do comissário — responsável, empático e adaptável — pode se potencializar com a experiência da maternidade ou paternidade. Quem já cuida de alguém com dedicação costuma levar essa sensibilidade para o atendimento a bordo.

Claro, há exigências físicas e técnicas para a profissão, como a altura mínima (geralmente entre 1,58 m e 1,70 m, dependendo da empresa), mas ter filhos não é um impedimento. O que pesa, de verdade, é a vontade de seguir em frente, com amor pelos voos e pelos que ficam no chão.

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